GEO vira prioridade no marketing digital com a ascensão das buscas com IA

GEO vira prioridade no marketing digital com a ascensão das buscas com IA

Escrito por

em

A busca online está mudando mais rápido do que muitas marcas conseguem ajustar suas estratégias. Dados citados pelo Pew Research Center indicam que, quando o Google exibe um resumo gerado por inteligência artificial, o usuário clica menos em links tradicionais — e isso reposiciona o GEO (Generative Engine Optimization) como foco de 2026.

Para Fabio Ricotta, CEO da Agência Mestre, a mudança obriga as marcas a competirem por presença dentro da resposta, e não apenas por ranking. Ele resume esse movimento assim: “Esse dado mostra o problema! Se o usuário para de clicar quando existe um resumo de IA, a marca precisa deixar de disputar apenas a posição no ranking e passar a disputar a citação dentro da resposta. É uma mudança de jogo, não um ajuste de rota”.

O clique caiu quando a IA entrou na página

Segundo o levantamento, cerca de 58% dos entrevistados fizeram ao menos uma busca no Google naquele mês que gerou um resumo de IA. Entre quem viu esse tipo de resposta, o clique em um link tradicional caiu para 8% das visitas. Quando não havia resumo de IA, esse índice chegou a 15%.

O estudo também mostra que buscas mais longas, com perguntas completas ou dez palavras ou mais, têm mais chance de ativar o recurso. Entre as fontes mais citadas aparecem Wikipédia, YouTube e Reddit, tanto nos resumos de IA quanto nos resultados tradicionais. Sites governamentais ganham mais peso dentro dos resumos gerados por IA.

Por que o GEO ganhou espaço tão rápido

Ricotta afirma que empresas que começaram a testar GEO em 2025 já observam ganhos iniciais de visibilidade. Para ele, a velocidade da mudança explica a urgência do mercado em adaptar conteúdo, estrutura e presença digital para respostas geradas por IA.

O ponto central é claro: com menos cliques saindo da SERP quando há resumo de IA, a disputa deixa de ser só por posição orgânica e passa a incluir a chance de ser citado no próprio resultado gerado pela inteligência artificial.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *