A integração de dados de varejo em plataformas self-service está mudando a forma como as marcas planejam e ativam retail media. A principal virada é prática: o planejamento de mídia passa a ocorrer em uma única interface, junto de canais como Connected TV, portais de notícias e redes sociais.
Esse movimento atende a uma demanda antiga de gestores de marketing, que vinham lidando com múltiplos painéis fechados e formatos fragmentados. Agora, a gestão tende a ficar mais centralizada e com mais controle operacional para quem compra mídia.
Dados de varejo saem do modelo fechado
Antes, acessar dados primários de grandes redes varejistas exigia negociações complexas. Com o avanço do self-service, o mercado busca mais agilidade, escala e autonomia para os planejadores de mídia.
No caso da Trade Desk e da Unlimitail, a parceria ampliou o acesso self-service aos dados transacionais do Grupo Carrefour na França, na Espanha e no Brasil. A disponibilização no Brasil e na Espanha ocorre de forma gradual.
Segmentação mais precisa para campanhas
O retail media com base em dados de varejo permite trabalhar com públicos definidos por histórico de compras, em vez de depender apenas de sinais de navegação. Na prática, isso reduz a distância entre comportamento de compra e ativação de mídia.
A solução descrita na pauta oferece mais de 80 segmentos determinísticos prontos para uso, construídos a partir de dados agregados e anonimizados do Carrefour. Os perfis incluem hábitos de compra frequentes e preferências por marcas e categorias específicas.
Para marcas que atuam em mais de um mercado, a padronização da execução também ganha peso. Com um modelo comum de ativação, fica mais simples repetir estratégias em operações regionais ou globais sem reconstruir o fluxo em cada ambiente.
