Quando o marketing digital ainda engatinhava, Danielle Sardenberg foi empurrada para o novo cenário sem ter experiência na área. Formada em publicidade e propaganda, ela vinha de uma rotina ligada ao branding tradicional e precisou aprender na prática.
Segundo a diretora, a mudança não veio acompanhada de segurança. Ela conta que chegou a estranhar a própria indicação para a função e deixou claro ao chefe que não dominava o tema. A resposta foi que ninguém ali dominava plenamente o digital, mas que ela tinha perfil inquieto o suficiente para correr atrás.
Autoconfiança e independência no centro da trajetória
Hoje, além da atuação no mundo financeiro, Danielle também dedica tempo a mentorias profissionais. Em especial com grupos de mulheres, ela trabalha a insegurança e defende que muitas ainda se colocam abaixo do próprio potencial antes mesmo de tentar.
Para ela, independência financeira não tem a ver apenas com patrimônio. A ideia central é ter capacidade de se manter sem depender de outra pessoa, o que ela enxerga como a forma mais completa de liberdade.
O que ela aprendeu com a família e leva para o mercado
Danielle diz que a própria família reforçou cedo a importância de seguir em frente com autonomia. Ela lembra a história da avó paterna, que precisou se reorganizar após a morte do marido e encontrou força para sustentar a família.
Esse aprendizado aparece também no conselho que costuma dar a quem quer entrar em novos mercados: confiar mais na própria capacidade, falar com clareza o que deseja e aceitar que ninguém começa sabendo tudo.
Ao comparar comportamentos, ela observa que muitos homens avançam com menos hesitação, enquanto mulheres ainda carregam mais dúvidas sobre a própria competência.
