O debate puxado pelo Official Cannes Lions Wrap-Up 2026 coloca em dúvida o uso isolado de cliques, custo por lead e tempo de permanência como prova suficiente de impacto de marca.
A discussão não elimina a utilidade dessas métricas. Elas continuam úteis para entender comportamento e ajustar campanhas, mas perdem força quando viram a única régua de sucesso.
Performance sem construção de marca vira métrica de curto prazo
O ponto central levantado em Cannes Lions é que um clique não significa relação com a marca, e um bom nível de engagement nas redes também não garante notoriedade, confiança ou preferência.
Com a pressão crescente por resultados, KPIs fáceis de acompanhar ganharam espaço porque são simples de comparar e apresentar. O problema aparece quando passam a orientar decisões que deveriam considerar também valor de longo prazo.
O que a discussão coloca na mesa
Em vez de opor branding e performance, a proposta é buscar equilíbrio entre os dois. A pergunta prática não é se a marca deve abandonar dados, mas se os indicadores escolhidos estão medindo o que realmente importa.
Quando a régua privilegia apenas resultado imediato, a tendência é premiar ações que geram volume, mas não necessariamente relação duradoura com o consumidor.

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