Com a redução da jornada de trabalho em discussão no Brasil, empresas terão de produzir mais sem simplesmente exigir mais da equipe. A avaliação é de Viviane Bazzo, especialista em marketing digital e inteligência artificial, que vê na tecnologia uma forma de cortar retrabalho e organizar melhor as rotinas.
Na leitura dela, o ganho de produtividade depende menos de usar ferramentas de IA de forma pontual e mais de integrá-las aos processos do dia a dia. Isso inclui estruturar tarefas repetitivas, padronizar entregas e documentar procedimentos para que o time foque em atividades que pedem criatividade e planejamento.
Automação entra onde o trabalho mais consome tempo
Viviane aponta que áreas como produção de conteúdo, briefing, roteiro de vídeo e relatórios podem ser reorganizadas com apoio da tecnologia. Nesse modelo, a revisão humana continua necessária, mas o fluxo ganha velocidade e reduz a sobrecarga operacional.
Ela também destaca que empresas e funcionários enfrentam o mesmo desafio em lados diferentes: o descanso é importante, mas os negócios seguem com clientes, campanhas e orçamento já definidos.
IA já avançou entre as indústrias brasileiras
Dados da Pintec Semestral do IBGE mostram que o uso de inteligência artificial entre empresas industriais brasileiras subiu de 16,9% em 2022 para 41,9% no primeiro semestre de 2024. Para Viviane, esse avanço reforça que o debate agora é menos sobre adoção e mais sobre aplicação prática dentro da operação.
Fundadora da LivingFor, em Curitiba, em 2011, Viviane tem atuação em marketing, tecnologia e IA, com projetos para marcas e instituições como Pearson, OAB Paraná e Sebrae, além de experiência docente em instituições de ensino.
