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IA já influencia compras e GEO ganha espaço nas estratégias das marcas

IA já influencia compras e GEO ganha espaço nas estratégias das marcas

O uso de inteligência artificial já faz parte da jornada de compra de 80% dos consumidores ouvidos em um levantamento citado pela ABC da Comunicação. Entre os que usam a tecnologia, 67% recorrem à IA para encontrar produtos mais adequados às suas necessidades e o mesmo percentual a utiliza para comparar opções.

Outro dado que chama atenção é que 58% dizem usar ferramentas de IA para resumir avaliações. Ainda assim, a prova social continua forte: 94% consultam avaliações de outros compradores antes de decidir e 57% afirmam confiar mais nelas do que nas recomendações da própria IA.

Da busca tradicional à resposta pronta

O comportamento de descoberta de produtos está mudando. Antes, a pesquisa começava mais frequentemente em buscadores, redes sociais ou marketplaces. Agora, parte dessa jornada pode começar direto em uma conversa com uma ferramenta generativa, que organiza opções a partir da necessidade descrita pelo usuário.

Isso muda o jogo para as marcas porque visibilidade em busca tradicional não garante presença nas respostas de IA. Uma empresa pode aparecer bem posicionada em mecanismos de busca e, ainda assim, ser pouco citada quando o consumidor faz perguntas sobre sua categoria em ferramentas generativas.

GEO ganha peso nas estratégias

É nesse cenário que o GEO, voltado para otimização da presença em ambientes de IA generativa, começa a ganhar espaço. A lógica não é manipular sistemas, mas tornar a marca mais clara, consistente e confiável para que a IA entenda quem ela é, o que oferece e em quais contextos faz sentido recomendá-la.

Na prática, isso amplia o papel do marketing para além do ranqueamento. Entram na conta a qualidade das informações sobre produtos e serviços, conteúdos que respondam dúvidas reais, dados estruturados, reputação e menções em fontes confiáveis.

Segundo Rodrigo, o GEO adiciona uma nova camada ao trabalho das marcas: além de serem encontradas por pessoas e buscadores, elas também precisam ser compreendidas pelas inteligências artificiais que já influenciam decisões de compra.